sábado, 9 de outubro de 2010

COMO VOCÊ SE SENTE...

                                     COMO VOCÊ SE SENTE


       Entendendo por definição, AMOR-PRÓPRIO, é o valor emocional, físico e espiritual que você da a si mesmo. No sentido mais amplo, o amor-próprio se compõe de dois elementos: competência, ou a capacidade de enfrentar os desafios que a vida apresenta e desenvolver soluções construtivas para os problemas diários; e o sentimento de valor genuíno, ou o direito de reconhecer, respeitar e perseguir interesses e necessidades próprios.


        Ter muito amor-próprio - significa sentir-se competente e digno de enfrentar os desafios da vida e ser feliz.

         Ter pouco amor-próprio - significa sentir-se inadequado ou errado em relação à vida, não só diante de uma questão ou outra, mas como pessoa.

        Ter algum amor-próprio -  significa pairar entre os dois extremos (certo e errado enquanto pessoa), manifestar esta incongruência ao optar às vezes com sabedoria, outras vezes com ingenuidade, sem jamais estabelecer um equilíbrio que ao menos se possa chamar de perfeito.

        As pessoas que têm um nível de amor-próprio saudável não vivem "em pé de guerra" (em conflito), nem consigo mesmas, nem com o outro. O nível saudável corresponde àquelas dotadas de muito ou algum amor-próprio.

        Pessoas dotadas de um nível saudável de amor-próprio costumam sentir-se bem consigo mesmas. Talvez nem sempre lhes agrade sua imagem refletida no espelho, ou a maneira como se comportam, mas conseguem aceitar o que são, a aparência que têm e seu modo de agir.

          Embora apreciem os cumprimentos e a atenção que os outros lhes devotam, não dependem desse tipo de aprovação para estar bem com a vida. Julgamentos e críticas podem machucá-las, mas tentam deixar que afirmações negativas vindas de outros, por mais próximos que sejam, influenciem ou mudem aquilo que sentem a respeito de si mesmas. Mas isso nem sempre é fácil?

         - Sei que não é fácil aceitar o que somos e conviver pacificamente com essa ideia, quando aqueles que nos rodeiam fazem de tudo para nos derrubar - eu concordo então...

         Quando você for alvo de algum julgamento ou crítica, antes de mais nada pare e pense sobre quem é a pessoa que o proferiu, e se suas opiniões constumam ser dignas de respeito.

         Além disso, tenha sempre presente em mente que; as agressões isoladas, devem ser ignoradas, a menos que venham de todas as direções; se for esse o caso, é hora de prestar-lhes um pouco mais de atenção. Como alguém já disse:


                 "Se uma pessoa o chama de burro, ignore. Se duas pessoas o chamam de burro, veja se há marcas de ferraduras no chão. Se três pessoas o chamam de burro, trate de arranjar uma boa sela."


          Pessoas dotadas de amor-próprio saudável têm dias melhores e dias piores, como todo mundo. Apenas não permitem que influências exteriores ditem o que sentir a respeito de si mesmas.

        Não costumam se "autoflagelar" quando tudo sai errado. Recuperam-se prontamente dos altos e baixos da vida, e são menos suscetíveis a sensações de frustração e desespero.  Sabem tomar decisões e correr riscos. São determinadas e enérgicas. Não têm medo de experimentar prazer e felicidade.

        Enfim, pessoas dotadas de um saudável amor-próprio se gostam e apreciam a vida.

         Se viver bem consigo mesmo é tão bom, por que não são todas as pessoas que têm esse nível saudável de amor-próprio.

       Creio que parte da resposta encontra-se aos estímulos recebidos na fase de crescimento. Por exemplo, se na infância só lhe disseram que você não prestava para nada, não tinha atrativos nem jamais chegaria aos pés do irmão, irmã, pai ou mãe muito provavelmente na fase adulta você terá pouco amor-próprio e viverá incomodado pela sensação de que, faça o que fizer, nunca será bom o suficiente.

         Mas acho também que isso depende da satisfação, na infância de quatro necessidades emocionais básicas comuns a todos nós. São componentes integrantes do desenvolvimento psicológico de um indíviduo.


                      1. A Necessidade de Ser Notado.

                          Quer dizer que as pessoas notam sua existência e o reconhecem como alguém dotado de pensamentos e sentimentos próprios.


                      2. A Necessidade de Aceitação.

                          Significa que gostam da sua companhia e de tê-lo por perto.


                      3. A Necessidade de Independência.

                          Significa que lhe dão espaço para tomar algumas decisões, mesmo que nem sempre sejam as "melhores".


                      4. A Necessidade de Ser Amado.

                          Quer dizer que lhe transmitem a sensação segurança de ser amado.


         A satisfação dessas necessidades na infância causa um grande impacto na maneira como você se sente, não só na fase de crescimento, quando criança ou adolescente, mas também enquanto uma pessoa madura.

         Se essas necessidades deixarem de ser atendidas na infância, maior será a possibilidade de você passar grande parte da sua vida adulta tentando satisfazê-las. Para tanto, em vez de concentrar-se em si mesmo e no crescimento pessoal, tentará fazer com que os outros lhe deem atenção e o ajudem.

        Penso que uma das melhores maneiras de detectar-se se uma pessoa tem muito ou pouco amor-próprio é observando como ela enfrenta as dificuldades com que se depara na fase adulta. Infelizmente existem aquelas que se veeem obrigadas a carregar fardos e dores terríveis.  Conhecem de perto todo tipo de tragédia capaz de abalar profundamente as estruturas de qualquer um.

        No entanto, quanto maior seu amor-próprio, e se este lhe for prioritário comparado a tais dificuldades, mais facilidade terá em lidar com grandes perdas e sofrimentos. Mesmo assim, às vezes a vida lhe parece uma estrada longa e interminável. A ponto de perder de vista a possibilidade de crescimento e recuperação pessoal por um longo período de tempo.


                  Pense nisto.

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                  O filósolfo Ralph Waldo Emerson, certa vez disse que por individualidade entendia.  "(...) ser aquilo que se é e saber relatar com precisão o que se vê e é."

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                                        Pelotas, 9 de Outubro de 2010.


                                        José Pedro Granero
                                        Advogado
                                        OAB/RS - 73217
   

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