- Mãe, Deus é branco? - Ora, filho, sim, é.
- Mãe, Deus é negro?
- Sim, filho, Deus também é negro.
- Mãe, Deus é homem?
- Sim, meu filho, Deus é homem.
- E Deus é mulher?
- Claro que sim, meu filho. Deus também é mulher.
- Mãe. E Deus é gay?
- Sim, meu filho. Deus também é gay.
Ele representa todos os seres vivos no planeta,
nas suas diversas formas, cor, sexo, raça...
E, antes que a mãe completasse o pensamento,
o garotinho perguntou:
- Mãe, Michael Jackson era Deus?
Esse diálogo, que é de domínio público na internet, ilustra, que Deus existe, e que "Eu creio em Deus". No entanto, creio em
Deus na forma como o trato e defino. Um Deus em que se busca a
felicidade, porque a felicidade é a resposta para todas as nossas
angústias. E sem que seja preciso tirar um curso de doutorado em
teologia para encontrar Deus. Falamos no sentido amplo de sentimento e espiritualidade, e não somente de racionalidade. Nosso
Deus é a criança que existe em cada um de nós. Pura, simples, alegre, meiga, "moleca", que sonha, imagina e pratica inspiração, intuição e até premonição. É a essência que reina em nós, na forma de espírito que guia, em busca do prazer de viver. É um menino ou menina, heterossexual ou homossexual, de raça negra, branca, vermelha ou amarela, não importa o DNA, que, de vez em quando, aparece e nos guia de mãos dadas para brincar de ser feliz. "Segura na mão de deus e vai..." Parece-me estar ouvindo a voz de minha mãe cantando este hino católico. É interessante como todas as religiões nos oferecem motivos para interpretar as intenções escritas há séculos. "Deixai vir a mim as criancinhas". Não foi algo assim que Jesus falou? Pois é. Vamos deixar vir a nós a criança que está em nós. Deixai ir a vós a criança que está em vós. É essa criança que nos permite ser felizes. Somente por ela conseguimos a felicidade. Ela é inconsequente e arteira. Comete um monte de pecadinhos naturais para uma criança. Ela se recusa a usar o racional. Ela é intuitiva. Descobre seu próprio caminho, que a leva sempre a um destino chamado felicidade. Toda criança só quer ser feliz; assim, é com ela que temos de aprender. Ela habita cada um de nós, é só mantê-la viva, pulsante, livre para que se manifeste. E, por essa manifestação, alcançaremos a felicidade. Isso é encontrar Deus, Este que habita em nós. O Deus fácil prometido, acessível tanto ao mais ignorante e não evoluído quanto ao mais letrado. É, pois, a felicidade, o Deus nosso de cada dia.
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